Apaixonante Toronto

Não podia deixar de escrever sobre Toronto visto que fui recebida de braços abertos por toda a gente, principalmente pela Dulce e pelo Bob.

A Dulce é uma amiga já de alguns anos, fizemos voluntariado juntas na Amiama (Associação de animais abandonados), eu sabia que ela tinha emigrado para o Canada e que estava em Toronto não hesitei em pedir abrigo para passar uns bons dias na sua companhia e da Goldinha a cadelinha adotada na Amiama.

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Toronto foi a minha última paragem no Canadá e não podia ter corrido melhor, senti-me em casa, as pessoas são extremamente simpáticas e sorridentes! Um ”Olá, boa tarde como está? … Tenha um bom dia” estava sempre presente, e não é tão bom ouvir isto? Cá eu adorei! É uma cidade muito fria mas as pessoas são calorosas! Tive imensa sorte no tempo, o mínimo que apanhei foi -11 graus e o máximo 10 graus, já andava quase de T-Shirt.

Palmilhei a cidade com a Dulce que fez de guia turística, desde a zona financeira até à zona mais artística, é uma cidade que tem um pouco de tudo e imaginava-me totalmente a viver ali.

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Entretanto acho que saí a rebolar daqui, porque ”Tens que exprimentar isto aquilo e o outro” e na verdade acho que provei tudo menos o putine! Tudo delicioso ora vejam:

Ir ao Canadá e não ir comer um donut ao Tim Horton’s não é ir ao Canadá. Lá fui eu!

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Beavertails (sim cauda de castor)! Era esta bomba calórica, não faz mal porque depois andei por volta de 10 km!

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Um mega brunch, ovos benedict com salmão fumado e fruta!

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Não tenho palavras para agradecer esta passagem por Toronto, conheci pessoas incriveis e foi sem dúvida enriquecedor e fiquei de coração chei0. Histórias que marcam vidas…

Obrigada Dulce e continua a ter essa garra apaixonante e essa força que invejo e orgulho-me.

Obrigada Bob por me teres recebido como parte da família e estares disponível para partilhar a sabedoria e o amor pela cidade e pela história.

Vêmo-nos daqui a umas semanas é isso Dulce? A partir de agora será sempre semanas.

Continuem felizes ao lado da Goldinha.

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25.02.2017

Marta Durán

Niagara Falls, Ontario

Eram por volta das 19h25 quando parti de Newark em direção ao Canadá. Cheguei a Niagara pelas 8h da manhã do dia seguinte, foram 13 longas horas de autocarro com uma avaria e poucas horas de sono.

Passei a fronteira com um sorriso na cara, mais um país e quem diria que viria ao Canadá, visto que Portugal tem boas relações nem visto é preciso!

Cheguei à estação e 10 minutos depois aparece o Bob num táxi para me vir buscar, reconheci-o logo das fotografias, cumprimentamo-nos com um abraço.

Antes de escrever sobre a minha estadia aqui em Niagara vou falar-vos do Bob o meu hostsurfer, mandei-lhe uma mensagem para vir conhecer esta zona, se na Europa eu digo que os hosteis são caros aqui, nem hosteis existem e a estadia sai demasiado cara. O Bob primeiro disse que não podia, eu insisti disse que gostava imenso de conhecer esta zona e que provavelmente não iria ter oportunidade, ele mudou uns planos e aceitou-me.

Tem 65 anos e vive sozinho num edifício para reformados, paga uma renda reduzida com água, gás e electricidade incluída.  Trabalhou desde os 16 e já fez um pouco de tudo, desde carpinteiro até ao ”faz tudo” conhece esta área como ninguém e já perdeu a conta de quantas vezes foi até ás cascatas, porém diz que cada vez que vai observa algo diferente.

Fala pelos cotovelos, isto deve-se ao facto de se sentir sozinho por vezes daí receber pessoas. Gosta de escrever emails através de uma plataforma chamada penfriends e fala maioritariamente com Japonesas, e muitas delas vêm visita-lo. Sempre com um sorriso na cara e com bom humor. Fala como um Canadiano e termina as frases em eh. Já me ensinou. Foi um prazer conhecer este senhor que me recebeu de braços abertos, cozinhou que nem um master chef e não me deixou gastar 1 cent.

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homemade pizza e salada

O Domingo foi passado em casa, estava demasiado cansada para sair, as poucas horas de sono deixaram-me morta! Fui surpreendida ao jantar com uma bela truta e salada, mas que cozinheiro que o Bob me saiu.

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Na segunda lá fomos nós até às Cataratas, estava muito entusiasmada acho que desde sempre ouvi falar das Niagara Falls mas na verdade nunca pensei vir aqui…

Não há palavras para descrever a imensidão e a força da água a cair… estava imenso frio mas eu estava tão boquiaberta que não sentia nada, não queria sair dali por nada. O ambiente em redor, o som da água, a neve… e estava pouca gente o que tornou o momento ainda melhor. Só visto… não há palavras nem imagens que possam mostrar a imensidão das cataratas porém deixo-vos aqui com uma boa ideia.

Para perceberem melhor existem 2 cataratas as Americas e as Canadianas.

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À esquerda as Americanas, À direita Canadianas

As maiores são as Canadianas.. e de facto as mais ”estrondosas” ora vejam:

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E depois das Cataratas fomos dar um passeio pela cidade que é considerada uma mini Las Vegas.

 

Para acabar em grande esta estadia o casal amigo do Bob, a Toni e o marido também Bob convidaram-nos para um jantar de S. Valentim. E porque não?

Foi incrível, receberam-me como se fosse uma amiga de longa data e não conseguimos parar de falar, sobre política, viagens, amor, amizade de tudo! O jantar estava óptimo que repeti o prato! Pasta com seafood e para sobremesa morangos com chocolate e ainda bolo!! Saí a rebolar daquela casa.

O Canadá está a surpreender-me de uma maneira que nunca pensei, há países que te abraçam e te acolhem este está a ser uma surpresa agradável!

Obrigada a esta família que tornou este dia muito especial e provou que o amor mais uma vez está em tudo na vida.

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Couchsurfing é sem dúvida ter amigos pelo mundo fora e posteriormente criar uma pequena família.  Viajar torna-nos contadores de histórias e conhecedores do mundo, de pessoas e culturas . Hoje sem dúvida agradeço pela sorte que tenho em conhecer estes cantos do mundo e estar rodeada de pessoas que querem o meu bem. Sozinha ou acompanhada quero continuar a desbravar terras, países e continentes.  Saio de Niagara Falls com o coração cheio e um sorriso no rosto.

Thank you eh!

Pretty neat eh! Diria o Bob.

14.02.2017

Marta Durán

Washington Dc

Fiz a mala e vim, fiquei em casa do Kengo (couchsurfing) que me recebeu de braços abertos na sua casa partilhada com a Bonnie e a gata Clyde. O Kengo esteve 3 anos na Namibia a fazer voluntariado. Diz que foram os melhores anos da vida dele aprendeu a falar alguns dialectos, a cozinhar com pouco e diz que deixou o coração em África e disso já é uma coisa que temos em comum. É meio Americano e meio Japonês, os pais são Japoneses mas ele nasceu cá.

Neste momento está a trabalhar em Dc numa firma de advocacia do ambiente ( não percebi bem o que fazia), a verdade é que trabalha demasiado… Os Americanos têm um grande ritmo de trabalho, trabalham horas a fio tem 30 minutos de almoço ( e é se têm) e só podem gozar de 17 dias de férias por ano (depende da empresa). Tive pena do Kengo e disse-lhe logo que aquilo não era vida.

O meu host Kengo

Washington é provavelmente dos sítios mais falados hoje em dia, pois é onde tudo está a acontecer neste momento, não se fala noutra coisa senão o presidente Trump. Bem não foi por isso que vim óbvio, porém devo confessar que foi interessante ver alguns protestos.

Tive a sorte de estar um tempo bestial percorri a cidade toda a pé! Fui a alguns museus e para minha sorte eram todos grátis!!! Se não fossem teria de pensar 2 vezes antes de entrar…

Esta escapadela deu para arejar a cabeça e tomar algumas decisões.

Tive a oportunidade de rever uma amiga de Macau que foi brutal!!!! Há coisas incríveis de Macau para Washington… fiquei tão feliz quando a vi, ainda por cima foi uma ajuda preciosa durante a minha estadia por lá.

Agora de volta a ”casa” e pronta para outra saída 🙂

10.02.2017

Marta Durán

Lisboa-Newark

É uma sensação estranha estar de novo num avião sozinha, desta vez o tempo demora mais a passar, afinal são 8h de viagem. E é incrível em como num dia estás no outro lado do mundo, num outro continente.

Vamos ser sinceros, afinal a América não é assim tão longe.

Acho que ainda não me mentalizei que por aqui vou ficar 3 meses, apenas vim. Mas tenho um feeling que tudo irá correr bem.

Nada me assusta, a verdade é que insisto em procurar a minha felicidade, e faço tudo por isso. Gosto de ser feliz, gosto de ver os outros felizes e quando são os meus  ”amados” ainda melhor. Quem não gosta?

Acho que em parte a vida é isso, uma busca continua pela felicidade, aqueles que se atrevem a lutar por ela, a conquistá-la são super-heróis.

Já no outro dia falava com um amigo, há uma enorme vontade de salvar o mundo, salvar a vida humana, eu própria a tenho. Mas primeiro temos que nos salvar a nós próprios, uma luta diária, mas se nos salvarmos a missão está cumprida e dessa forma mudarás vidas e o desejo de ”mudar o mundo” está mais perto. Basta começarmos por nós próprios.

Com o tio Carlos e a tia Sandra que me receberam como familia.

Lá cheguei a Newark.

E já me tinham avisado, que ia ser parada na fronteira porque vou ficar 3 meses. Bem dito bem feito.

Ia toda sorridente mas não valeu de nada!

Entrei na sala era eu uns 20 chineses, 10 mexicanos e uns tantos russos. Senti-me uma traficante de droga ou uma emigrante ilegal. Começou logo o meu filme, os polícias tal e qual como na televisão. Lá esperei 1h e tal até que me chamaram e fizeram as perguntas às quais já tinha resposta para tudo.

Primeira vez na América?

O que vens cá fazer?

Onde vais ficar?

Quanto dinheiro trazes? (como se tivessem muito a ver com isso)

Depois lá me deixaram ir!

Yeayyyy CHEGUEI!!!!

14.01.2016

Marta Durán