Conhecer o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros

A apenas 1 hora de Lisboa, de onde eu sou, encontramos o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros que para minha surpresa revelou-se numa viagem no tempo e vão perceber o porquê neste artigo. 

Após 3 meses de confinamento esta foi a minha primeira aventura no centro do país, inserindo-se na iniciativa da ABVP (Associação de Bloggers de Viagem Portugueses) #Eu Fico Em Portugal, aproveitei a proximidade da minha casa e o facto de não conhecer esta área para a explorar.

Agarrem numa caneta e num papel e apontem todas as dicas para uma bela aventura nesta serra, é uma viagem no tempo para miúdos e graúdos, aos mais aventureiros até aos que não gostam muito de se mexer. 

Aqui vou-te deixar os lugares imperdíveis e que te vão fazer voltar muitas vezes ao Centro de Portugal.

No final deste artigo deixo-te com uma dica do melhor pôr-do-sol da Serra.

Para viajar no tempo aconselho a visita a estes dois lugares:

Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros da Serra de Aire

Pela primeira vez vi pegadas de Dinossauros com cerca de 175 milhões de anos, parte do Jurássico Médio, são mais de 1000 pegadas que se interligam num caminho com muita história. Um percurso divertido e interessante por uma pedreira já desactivada.

2º  Praia Jurássica de S. Bento

 Visitei a esta praia com milhões de anos, descoberta em 2003 onde antes era uma pedreira, sem muita expectativa, quando cheguei tinha trabalhadores do ICNF a fazerem a limpeza do espaço juntamente com um geólogo que me fez uma visita com direito a algumas explicações. Em tempos normais os fósseis estão assinalados

Estes foi os que consegui encontrar:

Caminhadas:

Percurso Pedestre Fórnea

Um pequeno e agradável trilho por um vale, envolvido pela Serra de Ladeiras, Pena de Águia e Cabeço de Raposeiro. Depois de passar pelas oliveiras chegamos à cascata da ribeira da Fórnea ( que só tem água no Inverno).

Aos mais aventureiros aconselho a subirem até à Cova da velha, que é uma cavidade com uma nascente que alimenta o Ribeiro da Fórnea. Eu fui na época seca portanto não tive a sorte de vê-la com água.

Estrada Romana Alqueidão da Serra

Foi este o caminho que conduziu Nuno Álvares Pereira ao Campo Militar de S. Jorge na véspera da Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385.

Construído entre os séculos I a.C. e I d.C. , é um caminho que nos permite contemplar os blocos de pedra espaçados e o equilibrismo que temos que fazer ao caminhar neles.

Aconselho e percorrer apenas o início do trilho que tem a estrada romana.

Muitas vezes através do instagram me perguntam onde ando, após verem vídeos incriveis dos sitios, e eu é raro dar coordenadas portanto hoje aqui vou desvendar a minha maior descoberta nesta viagem:

O canhão Flúvio-cársico dos Amiais, a Janela Cársica e o Sumidouro da Ribeira dos Amiais.

Tudo isto parecem nomes vindos de outro mundo e ao descobrir este sítio senti o mesmo, que estava noutro planeta.

Após as chegada à praia fluvial dos Olhos de àgua do Alviela  decidi explorar o PR 1 que indicava 1,5 km sem saber o que me esperava. 

Surpreendi-me com estas maravilhas geológicas.

O Sumidouro é o termo que caracteriza o local onde um curso de água desaparece da superfície e passa a correr subterraneamente. É o que acontece aqui, na entrada da gruta da Canada. A ribeira de Amiais penetra em calcários para só voltar à superfície 200 m mais adiante, numa ressurgência no início do canhão fluviocársico da ribeira.

Para vos explicar o canhão flúvio-cársico é resultado de processos de dissolução de rochas calcárias do Jurássico Médio, que, ao longo de milhões de anos, se foram moldando de acordo com a persistência e vontade das águas da ribeira dos Amiais. 

Dica: Este espaço é excelente para passar o dia entre banhos e a explorar os arredores!

No regresso a Lisboa é obrigatória uma paragem nas Salinas de Rio Maior, as únicas salinas no centro de Portugal em pleno funcionamento onde ainda é possível ver os trabalhadores com as mãos à obra.

É também um lugar curioso pois o mar situa-se a 30 km de distância mas a água chega sete vezes mais salgada que a água do mar, provém de um poço, após passar por uma jazida de sal-gema.

Há sempre uma razão para voltar, como fui numa época atípica visitar esta zona encontrei vários sítios fechados mas recomendo a visita:

-Ecopista de Porto de Mós

-Gruta de Alvados e as Grutas de Santo António

-Gruta de Mira de Aire

Dica pôr-do-sol: 

Retirei esta dica do artigo dos Vaga Mundos e fui ver com os meus próprios olhos.

Subi até ao miradouro das antenas da proteção civil, a seguir à aldeia da Bezerra, que tinham uma bonita para a zona oeste, num dia limpo dá para ver o mar e a Nazaré!

Esta viagem teve o apoio do Turismo do Centro Portugal

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